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MULHER E POLÍTICA - ASSUNTO DE HOMEM?
 


VEJA UM EXEMPLO DE PRECONCEITO EXPLÍCITO CONTRA A MULHER - IMAGINEM COMO SAEM AS LEIS PRODUZIDAS SÓ POR HOMENS

 

  • Andrea Arnold, Raoul Peck, Emmanuelle Devos, Diane Kruger, Jean-Paul Gaultier, Hiam Abbass e Ewan McGregor, membros do júri, conversam com a imprensa na presença do presidente do júri Nanni Moretti no primeiro dia do Festival de Cannes 2012 (16/5/12)

    Andrea Arnold, Raoul Peck, Emmanuelle Devos, Diane Kruger, Jean-Paul Gaultier, Hiam Abbass e Ewan McGregor, membros do júri, conversam com a imprensa na presença do presidente do júri Nanni Moretti no primeiro dia do Festival de Cannes 2012 (16/5/12)

O Festival de Cinema de Cannes abre nesta quarta-feira (16) em meio a acusações de machismo por parte dos organizadores da mostra cinematográfica. A edição de 2012 do tradicional festival de cinema não traz nenhum filme na mostra competitiva dirigido por mulheres e, até hoje, somente uma mulher foi agraciada com o prêmio máximo do festival, a cineasta Jane Campion, pelo filme "O Piano", em 1993.

A polêmica teve início após um grupo de cineastas de destaque ter escrito uma carta aberta ao jornal francês "Le Monde" criticando a ausência de filmes de mulheres cineastas. Entre as signatárias do documento assinado por um coletivo de cineastas chamado A Barba figuram as diretoras Virginie Despentes, que realizou o sexualmente explícito "Baise-Moi", de 2000, e Coline Serreau, que recebeu três prêmios César por "Três Homens e um Bebê", em 1985.

Festival de Cannes 2012

Foto 40 de 45 - O ator e diretor italiano Nanni Moretti, presidente do júri do Festival de Cannes 2012, fala com a imprensa em coletiva realizada no primeiro dia do evento (16/5/12) EFE/Guillaume Horcajuelo

"Profundidade...só no decote"
A carta, farta em ironias, afirma que ''os homens adoram que suas mulheres tenham profundidade, mas só no que diz respeito aos seus decotes. Todos os 22 filmes em competição foram feitos, coincidência, por 22 homens''.

O único filme de um brasileiro na mostra competitiva é "On The Road", de Walter Salles - uma adaptação do clássico homônimo de Jack Kerouac. O elenco traz Kristen Stewart, da saga "Crepúsculo", além de Viggo Mortensen e Kirsten Dunst.

O filme que abre a mostra deste ano é a mais recente produção do diretor de "Os Poderosos Tenenabums", Wes Anderson, a comédia "Moonrise Kingdom", com elenco estelar: Bill Murray, Edward Norton, Bruce Willis e Tilda Swinton.

Entre os filmes que participam da mostra deste ano estão o longa mais recente produção do britânico Ken Loach, a comédia dramática "The Angel's Share". O cineasta já foi indicado à Palma de Ouro em 11 ocasiões e venceu o prêmio pelo filme de 2006 "Ventos da Liberdade".

Participantes
Diretores premiados em edições passadas, como Michael Haneke, agraciado com a Palma de Ouro por "A Fita Branca", participa do festival com "Amour", estrelando Isabelle Hupert, e Jacque Audiard, que com o seu "O Profeta", de 2009, venceu do Grande Prêmio do Júri, integra a competição com "Rust and Bone", protagonizado pela vencedora do Oscar Marion Cotillard.

O canadense David Cronenberg está na mostra com "Cosmopolis", com outro protagonista da saga "Crepúsculo", o ator Robert Pattinson. O filho de Cronenberg, Brendan, também participa do festival, com seu filme "Antiviral", que integra a competição paraleala Un Certain Regard (Um Certo Olhar).

Entre os longas mais aguardados estão "The Paper Boy", com John Cusack, Zac Efron e Nicole Kidman e "Killing Them Softly", com Brad Pitt. O americano Pitt e sua mulher, Angelina Jolie, são algumas das celebridades aguardadas no tapete vermelho.

O júri de Cannes é presidido pelo cineasta italiano Nanni Moretti e inclui o ator Ewan McGregor e a cineasta Andrea Arnold, autora da adaptação de "O Morro dos Ventos Uivantes", lançada no ano passado.

 



Escrito por silvio às 15h54
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MULHER NA POLÍTICA - CASO DE POLÍCIA DESDE O PRINCÍPIO DO MUNDO

Este blog tem o objetivo de reflexão sobre o problema da participação da mulher na política local, nacional e mundial. Os milhares de anos de História pouca evolução trouxe à cultura e hábito da mulher nesse ambiente onde se passa todas as decisões dos destinos da Humanidade. Embora ela seja a maior responsável pelo desenvolvimento integral da criação, quase nada se ateve a traçar, politicamente, as diretrizes dessa ação. Aceitou indefinidamente a imposição do patriarca, da igreja, da escola e demais instituições, restringindo-se ao papel de uma mãe amorosa, só de cuidar com o coração e, com desprezo quase total da sua cabeça. Um casal, uma cabeça...O homem vai na frente e abre caminhos, conquista com o trabalho, o sustento, conforto, escola e segurança para a sua família. A mulher é a cuidadora. A História se passou inteira, e,  a força muscular determinou esse status pelos milhares de anos. O século XX chegou e com os embriões do século XIX, explodiu tudo o que existia com as novas tecnologias. Os músculos viraram reservas de ambientes de baixo desenvolvimento ou de praças esportes. A ciência, com a maioria de homens,  trouxe o rádio, telefone, fissão nuclear, televisão, penicilina, insulina, antibióticos, quebrou a barreira do som e projetou o Homem para o espaço. Nas comunicações, ela trouxe a internet, somando inteligências do mundo todo. O tempo, antes com um sentido de permanência e eternidade relativizou-se, criando condições para o aparecimento de uma nova Terra, onde as pessoas convivem com realizações quase mágicas. Tudo isto é resultado de diretrizes políticas de Estado, para cuja elaboração, as mulheres contam, relativamente, com pouquíssimos nomes...Quebrar esse paradigma milenar, provocar o interesse da mulher pela participação no governo dessas realizações, é desafiador. Se conseguido, a igualdade poderá deixar de mancar!...



Escrito por silvio às 05h55
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A MULHER FOGE DA POLÍTICA COMO O DIABO DA CRUZ

Em política, a participação da mulher parece mesmo o conjunto dos três macacos conhecidos como “Mizaru” (fecha os olhos), “Kikazaru” (tapa os ouvidos) e “Iwazaru (veda a boca). Eles são a representação do provérbio japonês pelo qual se orienta que não se deve “ouvir o mal”, “falar o mal” ou “ver o mal”. De política, elas fogem como o diabo da cruz!...E, em decorrência, elas ficam desprotegidas do mal!...Política, muito ao contrário de ser o mal, é o maior bem conquistado pelos povos. O que precisamos é da depuração de seu corpo contaminado, para cujo resultado, a mulher, neste século, pode ser o grande e tentador elixir!...



Escrito por silvio às 05h52
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 REPRESENTAVIDADE POLÍTICA É AQUELA VISTA NAS CÂMARAS MUNICIPAIS, ASSEMBLÉIAS ESTADUAIS E NO CONGRESSO NACIONAL ONDE A MULHER TEM BAIXÍSSIMA REPRESENTAÇÃO.  O CARGO DE PRESIDENTE DA REPÚBLICA TEM O PODER DE IMPULSIONAR A PARTICIPAÇÃO FEMININA NAQUELAS CASAS.

 

 

Uma presidente mulher entre 36 presidentes da república que tomaram posse. O que representa a participação de 2,8%, desde a proclamação em 1889. Se considerarmos que a mulher teve o direito político pleno, a partir da constituição de 1946, essa participação sobe para 5%. Fruto de mero acaso foi a eleição de nossa presidente da República, uma vez que ela foi guindada ao poder, pelas mãos de um presidente de elevadíssimo apoio popular, que lutou com todas as suas forças para garantir a sucessão. A sua eleição foi circunstancial, parecendo até mais uma ato predestinado ao ex-presidente Lula., sem desmerecer a  atual mandatária da nação, cujas qualidades eram destaques, na equipe do governo de então.

 

Política  se faz de baixo para cima  e,  sem o carisma do outro.

 

Mas, o que eu quero, de fato, dizer  é que uma presidente da República pode até exercer alguma ação política tendente ao interesse da mulher, porém, ela foi empossada no cargo para dirigir os destinos da Nação e, para isto o sexo de seu representante é de menos valia.

 

A boa política de baixo para cima, significa que a mulher precisa exercer a plenitude de seus direitos políticos, participando ativamente dos partidos em número igual ao dos homens, lançando-se candidatas aos cargos eletivos dos poderes executivo e, principalmente, legislativos. Só a partir do momento que a metade dos membros nas câmaras municipais, assembléias legislativas, câmara dos deputados e senado for representada pela mulher, ela terá força política igualitária e, assim, o resultado das ações políticas terão o sabor da igualdade, tanto provenientes de cargos executivos ou do legislativo.

 

Com a participação atual em torno de 9% dos cargos legislativos, municipais, estaduais e federais, a Digníssima Sra. Presidente da República, Dilma Rousseff, muito pouca coisa poderá fazer pela mulher. Um teste probatório do que digo pode ser feito pela contagem do número de mulheres nomeadas para ministras, secretárias, demais cargos de confiança de maior visibilidade e, até nas empresas de economias mistas e outras instituições de controle do Estado.

  [ 1 comentário aprovado] 



Escrito por silvio às 05h58
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New Swedish parliament 'most gender balanced ever'

Published: 22 Sep 06 11:40 CET | Double click on a word to get a translation

The newly elected Swedish parliament is the most gender balanced in its history. When the new Riksdag meets for the first time on October 2nd, women will be better represented then ever.

Of the 349 parliament members, 47 percent are women (164 people). After the last election in 2002, women made up 45.3 percent of parliament. 

Sweden remains the second most gender-balanced parliament in the world, after Rwanda, where 48.8 percent of representatives are women, according to the Inter-Parliamentary Union. The next most successful country in Europe is Norway, where 37.9 percent of seats are held by women.

Both the Liberal Party and the ousted Social Democrats managed to have an even 50/50 split. Center leader Maud Olofsson demanded earlier this week that the new government consist of a similar balance. 

Moderate leader and soon-to-be Prime Minister Fredrik Reinfeldt said people would be appointed based on qualifications.

Olofsson has a bit to go before she has an even gender balance in her own party. Only 38 percent of Center Party parliament members are women, a lower figure than after the 2002 election. Only the Christian Democrats have figures lower.

“We have increased the total parliament members and increase is mostly made up of men,” said Jöran Hägglund, Center Party secretary. “But we still have as many women in parliament as earlier. And we still have the only female party leader and parliamentary leader, so we are pretty happy in any case.”

The Left Party has the most uneven balance with 14 of the 22 parliamentary members being female.

 

TT/Adam Ewing (news@thelocal.



Escrito por silvio às 18h12
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Comentários2
  • Presidente Dilma Rousseff com Enrique Iglesias, secretário-geral da Cúpula Ibero-Americana, durante a chegada de chefes de Estado e governadores para o Encontro Iberoamericano de Alto Nível

    Presidente Dilma Rousseff com Enrique Iglesias, secretário-geral da Cúpula Ibero-Americana, durante a chegada de chefes de Estado e governadores para o Encontro Iberoamericano de Alto Nível

A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (19) que "a pobreza no Brasil tem face negra e feminina". Daí a necessidade de reforçar as políticas públicas de inclusão e as ações de saúde da mulher, destacou, ao encerrar, em Salvador, o Encontro Ibero-Americano de Alto Nível, em comemoração ao Ano Internacional dos Afrodescendentes.Em discurso, ela explicou por que as políticas de transferência de renda têm foco nas mulheres, e não nos homens: elas "são incapazes de receber os rendimentos e gastar no bar da esquina". Dilma destacou que, nos últimos anos, inverteu-se uma situação que perdurava no país, quando negros, índios e pobres corriam atrás do Estado em busca de assistência. Agora, o Estado é que vai em busca dessas populações, declarou.

Ao defender a necessidade de ações de combate à pobreza, a presidenta citou o Programa Brasil sem Miséria, cujo objetivo é retirar 16 milhões de pessoas da pobreza extrema. No discurso, ela destacou ainda a criação da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), em 2003, e a aprovação do Estatuto da Igualdade Racial, no ano passado, além da obrigatoriedade do ensino da história afrobrasileira nas escolas.

Dilma apontou também o fato de a data do evento coincidir  com a da morte do líder negro Zumbi dos Palmares, com o Dia Nacional da Consciência Negra, a ser comemorado amanhã (20), e com os 123 anos do fim institucional da escravidão no país.

Nestes 123 anos, disse a presidenta, "sofremos as consequências dramáticas da escravidão" e foi preciso combater uma delas, a sistemática desvalorização do trabalho escravo, que resultou na desvalorização de qualquer tipo de trabalho no país. A característica mais marcante da herança da escravidão foi a invisibilidade dos mais pobres, enfrentada nos últimos anos a partir da certeza de que o crescimento do país só seria possível com distribuição de renda e inclusão social, acrescentou Dilma.

Para a presidenta, existe, no entanto, uma "boa herança" da escravidão, que é o fato de milhões e milhões de negros terem construído ao longo dos anos a nacionalidade brasileira, junto com as populações indígenas, europeias e asiáticas. Segundo Dilma, essa "biodiversidade" cultural é uma das maiores riquezas do país, uma grande contribuição para o mundo, especialmente quando ressurgem em várias países preconceitos contra imigrantes.

Ela ressaltou que, embora o Brasil tenha a segunda maior população negra do mundo, atrás apenas da Nigéria, a discriminação persiste: os afrodescendentes são os que mais sofrem com a pobreza e o desemprego.

No discurso, além de lembrar o papel central do Continente Africano na política externa brasileira, Dilma enfatizou o fato de a América do Sul ser um dos continentes que mais crescem, apesar da crise financeira que começou em 2008. De acordo com a presidenta, a adoção de políticas desenvolvimento do mercado interno pelos países sul-americanos tem sido uma barreira contra os efeitos da crise.



Escrito por silvio às 07h39
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A renda das mulheres representava apenas 70% da renda dos homens em 2010, segundo os Indicadores Sociais Municipais do Censo Demográfico 2010, divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quarta-feira.

 

Segundo a pesquisa, o rendimento médio mensal das mulheres foi calculado em R$ 983, enquanto a dos homens foi de R$ 1.392.

A diferença variou de 70,3% na região Sul (R$ 1.045 para as mulheres e R$ 1.486 para os homens) a 75,5% na região Norte (R$ 809 das mulheres contra R$ 1.072 dos homens).

Os percentuais da parcela feminina também foram maiores que os da masculina nas classes sem rendimento (43,1% e 30,8%), até meio salário mínimo (8% e 4,6%) e até um salário mínimo (21,5% e 20,8%).

RESPONSÁVEIS

Segundo o Censo 2010, havia no Brasil cerca de 57 milhões de unidades domésticas, com um número médio de 3,3 moradores em cada uma.

Entre os que se apresentaram como responsáveis pela unidade, 61,3% eram homens (35 milhões) e 38,7%, mulheres (22 milhões).

A pesquisa também investigou a possibilidade de haver mais de uma pessoa responsável pela unidade doméstica: cerca de um terço dos entrevistados declararam que a responsabilidade é compartilhada.

Em 2010, 65,3% das unidades eram formadas por responsável e cônjuge/companheiro de sexo diferente. Uma inovação este ano permitiu o registro de cônjuge/companheiro do mesmo sexo, o que se verificou em algo em torno de 60 mil unidades, 0,1% do total.

CENSO

Participaram do Censo 2010 cerca de 190 mil recenseadores, que visitaram os mais de 5.500 municípios brasileiros. Ao todo, foram entrevistados representantes de 67,5 milhões de domicílios no período de 1º de agosto a 31 de outubro --outras 899 mil residências foram consideradas fechadas.

Os primeiros dados da pesquisa, que identificou uma população de 190 milhões de pessoas, foram revelados em abril deste ano. Nesta quarta-feira, o IBGE divulgou dados consolidados e novos recortes nas estatísticas.



Escrito por silvio às 13h05
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Sweden: women’s representation in parliament

Sweden has the second highest percentage1 of female parliamentarians in the national parliament. 45.3 percent of the elected candidates were women in the 2002 election. This means that 158 seats of the total 349 seats are taken by women. And in the cabinet, almost 50 percent of ministers are female (10 out of 22). Today all the parties acknowledge the importance of involving women in politics and have well defined goals for women’s participation in politics. As such, we can conclude that Sweden has been very successful in encouraging more women to take part in politics.



Escrito por silvio às 12h53
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28/01/2011

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08h52

Mulher chefia apenas 5% das grandes empresas no Brasil

DE SÃO PAULO

 

Hoje na FolhaNo Brasil, onde uma mulher acaba de assumir a Presidência da República, apenas 5 das 100 maiores companhias em receita com vendas têm mulheres na presidência, informa reportagem de Carolina Matos para a Folha. 

O levantamento foi feito pela Folha a partir do ranking "Melhores & Maiores" da revista "Exame" O número é baixo, mas o cenário era ainda menos favorável às mulheres em 2009, quando não havia nenhuma presidente nas cem maiores companhias.

Hoje, incluindo as empresas "médias-grandes", com faturamento anual bruto entre R$ 90 milhões e R$ 300 milhões, por critérios do BNDES, a situação é similar à dos maiores grupos.

Nos EUA, a ocupação dos cargos é menos desigual nos níveis até diretoria, mas a presença feminina na presidência das grandes corporações segue baixa: 3%, de acordo com o Conselho das Mulheres Líderes Mundiais.

 


Escrito por silvio às 09h44
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PATINAÇÃO AV. PAULISTA - NATAL 2010

http://picasaweb.google.com/110316945136018300007/PATINACAOAVPAULISTA25DEZ2010?authkey=Gv1sRgCLnQrNSqteCouwE#



Escrito por silvio às 14h06
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23/12/2010 -

Apesar da vitória de Dilma, as mulheres ainda têm pouca presença na política brasileira

Le Monde
Jean-Pierre Langellier
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  • Conscientemente ou não, Lula manifesta um machismo às avessas, quando trata Dilma como o pequeno ser frágil que ela não é

    Conscientemente ou não, Lula manifesta um "machismo às avessas", quando trata Dilma como o pequeno ser frágil que ela não é

Na noite de sua vitória, no dia 31 de outubro, a presidente eleita do Brasil, Dilma Rousseff, fez um apelo emocionado.

Parodiando o slogan de campanha de Barack Obama ("Sim, nós podemos"), ela destacou o valor simbólico de seu próprio destino: “Eu gostaria muito que os pais e as mães das meninas pudessem olhar nos olhos delas e dizer: sim, a mulher pode!”

Quadragésima chefe de Estado desde o advento da República em 1889, e primeira mulher a governar esse imenso país, "Dilma" sucederá no dia 1º de janeiro de 2011 aquele que a mimou, que a escolheu como sucessora e a ajudou a se eleger, projetando sobre ela o brilho de sua glória: Luiz Inácio Lula da Silva. Depois de um operário, uma mulher! Dupla missão cumprida por Lula.

"Sim, a mulher pode" chegar à função suprema: é o que ela acaba de provar. Envolver as brasileiras na vida política, convencê-las a se engajarem, militarem, estimularem a democracia cidadã será infinitamente mais difícil e demorado.

Eleita presidente do Chile em 2006, à frente de uma coalizão de centro-esquerda, Michelle Bachelet instaurou a paridade homens-mulheres em seu primeiro governo. Com Dilma Rousseff, ainda se estará bem longe disso. Ela estabeleceu uma meta mais modesta – 30% de mulheres ministras – que ela terá dificuldades para atingir.

Ela teria adorado confiar as relações exteriores a uma mulher. Mas é difícil, pois três quartos da diplomacia brasileira são compostos por homens. Essa prestigiosa pasta, afinal, caberá a um homem, Antônio Patriota, um veterano na "carreira". Nenhum dos grandes ministérios ficará a cargo de uma mulher.

No Brasil, o universo político continua sendo profundamente machista, como mostra a composição do Parlamento de Brasília. Na próxima legislatura, a Câmara dos Deputados terá 45 mulheres, entre 513 membros: menos de 9%. O Senado é ligeiramente melhor. Esse pífio desempenho coloca o Brasil na 108ª posição, segundo números do Fórum Econômico Mundial, que classifica 134 países.

Essa forte sub-representação – e às vezes até pior – é encontrada em todos os escalões da estrutura federal: governadores, deputados, prefeitos, vereadores. A senadora Serys Slhessarenko, colega de partido de Lula, gosta de lembrar que, quando ela foi eleita em 1990 para a Assembleia Legislativa do Estado do Mato Grosso, o prédio que o abriga não tinha banheiros para mulheres.

Desde então a presença das mulheres na política evoluiu. Mas pouco.  Hoje, ela parece estar mais estagnada. As mulheres não serão mais numerosas no novo Parlamento, que assume suas funções no dia 1º de fevereiro, do que no anterior.

No entanto, Dilma Rousseff e a candidata ambientalista Marina Silva obtiveram sozinhas mais de dois terços dos votos no primeiro turno da última eleição presidencial.

Mas nenhuma das duas tem um passado feminista, e também não usaram como argumento de campanha o fato de pertencerem ao sexo frágil.

Uma lei de 1997 obriga os partidos a reservarem às mulheres pelo menos 30% de suas candidaturas à Câmara dos Deputados. Mas ninguém a aplica. Nas eleições de outubro, somente 21% dos candidatos eram mulheres. As que são eleitas muitas vezes são relegadas às comissões parlamentares de segunda linha.

"A classe política faz resistência", lamenta Lourdes Bandeira, socióloga da Universidade de Brasília. "E a Justiça se diz impotente para fazer com que a cota seja cumprida. A lei também atribui às mulheres 10% do tempo de horário eleitoral gratuito no rádio e na TV, e aloca 5% do orçamento dos partidos à 'formação política das mulheres'".

A mulher política brasileira se depara com o famoso "glass ceiling" [literalmente, "teto de vidro"], muitas vezes denunciado em outras sociedades conservadoras, que consiste em barreiras invisíveis erguidas pelos homens para frear ou desencorajar suas ambições.

São raros os sucessos femininos nos quais ela poderia se inspirar. O eleitorado, ainda que majoritariamente feminino, se mostra mais exigente em relação a ela do que aos homens. Seu comportamento público é facilmente ridicularizado: algumas lágrimas em público entregam sua "fraqueza", um acesso de raiva faz dela uma "dama de ferro". Um apelido que Dilma Rousseff também ganhou. Mas não teria ela dito um dia: "Sou uma mulher dura, cercada por homens meigos"?

Conscientemente ou não, Lula manifesta um "machismo às avessas", quando trata Dilma como o pequeno ser frágil que ela não é. Durante a campanha, no dia seguinte a uma entrevista concedida por sua candidata a uma rede de televisão, ele lhe ofereceu uma rosa vermelha, repreendendo o entrevistador por ter faltado com "gentileza" a ela.

Preocupado em suavizar a imagem de sua protegida, Lula a chamou de "mãe do povo" depois de tê-la batizado de "mãe do PAC", um conjunto de grandes obras visando estimular o crescimento, ou ainda de "mãe do programa Luz para Todos".

Ele também adotou um tom paternal em relação a Dilma, que é somente dois anos mais nova que ele: "Minha filha, faça o que eu não consegui fazer". Mãe? Filha? Não importa. A "mulher" presidente já respondeu: ela "pode".

Tradução: Lana Lim


Escrito por silvio às 20h26
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12/10/2010

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07h11

Pesquisa mundial aponta aumento da desigualdade entre sexos nos Brasil

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DAS AGÊNCIAS DE NOTICIAS

 

O Brasil caiu quatro posições no ranking de igualdade de oportunidades entre homens e mulheres. Relatório do Fórum Econômico Mundial mostra que o país ocupa a 85ª posição, entre 134 países. No ano passado, ocupava a 81ª. No ranking geral, o país perde para países como África do Sul (12ª posição), Cuba (24ª) ou Romênia (67ª).

O estudo mostra as diferenças entre a população masculina e a feminina em diversos aspectos socioeconômicos, como salários, nível educacional, representatividade política e expectativa de vida.

As quatro primeiras posições da lista --representam maior igualdade entre os sexos-- são ocupadas por países nórdicos: Islândia, Noruega, Finlândia e Suécia, respectivamente.

"Pequenas diferenças entre os sexos estão ligadas à alta competitividade econômica", disse Klaus Schwab, presidente do Fórum Econômico Mundial.

O estudo deste ano é o quinto realizado, e os dados mostram evolução. "Dos países acompanhados nesse tempo, 86% reduziram suas diferenças entre homens e mulheres", disse Saadia Zahidi, coautor do relatório.

PARTICIPAÇÃO POLÍTICA

A pesquisa do Fórum Econômico Mundial leva em conta quatro fatores: o acesso das mulheres à oportunidades econômicas, à educação, taxas de mortalidade e participação política. No caso do Brasil, o levantamento mostra que o país precisa melhorar nos dois primeiros itens, está muito bem no terceiro mas está numa posição bastante ruim no último, o que, justamente, tem maiores chances de sofrer mudanças drásticas no curtíssimo prazo.

Segundo o levantamento do Fórum, o país estaria no topo do ranking somente considerando a igualdade entre os gêneros no acesso aos serviços de saúde. A posição do país piora sensivelmente quando se fala do acesso das mulheres à educação (63ª posição, no ranking específico para esse item) e nas oportunidades econômicas (66ª posição), sempre considerando a condição dos homens no tocante aos mesmos aspectos.

Mas é no acesso das mulheres às posições de poder político que a pesquisa detecta as maiores fraquezas do Brasil, que nesse quesito ocupa a 112ª posição entre os países.

De acordo com os responsáveis pelo levantamento, o país caiu no ranking geral por conta de "pequenos decréscimos" nos níveis de acesso à educação e de poder político. "Contudo, no tempo em que esse Informe vai para a impressão, o Brasil está sob perspectiva de eleger sua primeira presidente mulher" (em tradução livre), reconhecem os pesquisadores, no relatório.

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Escrito por silvio às 08h59
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Dependência econômica impede que vítimas deixem parceiros violentos, diz estudo

16/07/2010 - 16h04

Centenas de milhares de vítimas de violência doméstica na América Latina permanecem nos lugares onde sofrem maus tratos porque não têm opção de moradia, segundo o estudo de uma ONG com sede em Genebra, na Suíça, divulgado nesta sexta-feira.

O relatório do Centro pelo Direito à Moradia contra Despejos (Cohre), intitulado "Um Lugar no Mundo", analisa a questão da violência contra a mulher no Brasil, na Argentina e na Colômbia.

Nesses países, diz o estudo, "a falta de acesso a uma moradia adequada, incluindo refúgios para mulheres que sofrem maus tratos, impede que as vítimas possam escapar de seus agressores".

"A dependência econômica aparece como a primeira causa mencionada pelas mulheres dos três países como o principal obstáculo para romper uma relação violenta", diz o estudo.

A organização de direitos humanos entrevistou dezenas de mulheres que já foram vítimas -- ou continuam sendo -- de violência doméstica em cada um desses três países analisados.

"A partir dessas entrevistas, surge claramente que o importante para essas mulheres é saber para onde poderão ir quando decidem romper o círculo da violência doméstica."

FALTA DE MORADIA

Segundo a Cohre, "a falta de solução para o problema da moradia pode ser determinante para que elas decidam continuar ou não uma relação violenta".

Muitas das mulheres vítimas afirmaram à ONG ter a alternativa de se mudar para a casa de um amigo ou parente logo após sofrerem uma agressão.

"Mas, com o passar do tempo, e se sentido incapazes de assegurar uma solução permanente ou mesmo de transição para o problema de moradia, essas mulheres, frequentemente, não têm outra saída a não ser voltar a viver com seu agressor", diz o estudo.

O estudo afirma que, apesar de a maioria dos países da América Latina ter altíssimas taxas de violência doméstica, entre 30% e 60% das mulheres da região, dependendo do país, as políticas públicas "quase nunca" levam em conta a questão do direito à moradia das mulheres.

A ONG afirma que esse problema afeta sobretudo as mulheres pobres que vivem em comunidades carentes.

Muitas mulheres, principalmente as das classes desfavorecidas, realizam trabalhos em setores informais da economia ou se dedicam às atividades do lar (podendo fazer ambos) e ficam sujeitas à renda do companheiro.

DONAS DE CASA

No caso das mulheres entrevistadas pela Cohre, boa parte cuida apenas das tarefas do lar: 27% no Brasil e quase 25% na Argentina e na Colômbia. Muitas relataram que não trabalham a pedido dos maridos.

Elas também afirmaram viver mais episódios de violência em épocas de crises econômicas ou de aperto no orçamento, quando são tratadas como "inúteis, gastadoras e más administradoras do dinheiro".

No Brasil, os números da violência doméstica compilados por organizações internacionais não são recentes.

Uma mulher em cada quatro já foi vítima de agressões por seu marido ou companheiro, segundo o informe nacional brasileiro ao Comitê para a Eliminação para a Discriminação contra as Mulheres (Cedaw, na sigla em inglês), que corresponde ao período de 2001 a 2005.



Escrito por silvio às 16h31
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Brasil é um dos mais desiguais na questão feminina entre países latino-americanos

16-07-2010

O Brasil ocupa o 15º lugar no índice que mede a igualdade das mulheres nos países da América Latina. O índice, chamado de ISO-Quito, tem como base os compromissos assumidos pelos países da região durante a Conferência Regional da Mulher, realizada em 2007, na capital do Equador, Quito.

O índice brasileiro foi divulgado ontem (15) pela organização não governamental (ONG) Articulação Feminista Marosur e conta com dados da Comissão Econômica para o Caribe e a América Latina (Cepal), com base no ano de 2007.

Para seu cálculo, são avaliadas três dimensões: política, que trata da paridade na tomada de decisões; econômica, que trata da paridade econômica e do trabalho; e social, que trata do bem-estar das mulheres. Vinte e dois países tiveram seus índices medidos, mas só 16 apresentaram as informações completas.

O Brasil conseguiu a melhor posição no índice que mede a paridade econômica e do trabalho, ocupando a segunda posição nos dois quesitos, entre os 16. O país mais bem colocado em relação à paridade econômica é o Uruguai. No índice que mede o bem-estar das mulheres, o Brasil ficou em oitavo lugar e naquele que mede a tomada de decisões, o Brasil ficou em 20º.

Na média das três dimensões, que resulta no índice ISO-Quito, o Brasil ficou em penúltimo lugar, à frente apenas da Guatemala. O país que teve a melhor média ISO-Quito foi a Argentina, seguida da Costa Rica. Em terceiro, ficou o Chile. (Agência Brasil)



Escrito por silvio às 13h09
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ELEIÇÕES 2010, UM GRANDE PASSO NA PARTICIPAÇÃO DA MULHER

A lei eleitoral ainda não é respeitada à risca pelos partidos em 2010. Apenas 20% dos candidatos são mulheres, enquanto a lei prevê um quarto das candidaturas. O desempenho, contudo, é melhor que em 2006: elas representavam 14%. O TSE, contudo, ainda não discriminou os dados por partido. Se considerarmos correta a informação, o avanço  da participação de candidaturas das mulheres foi significativa. Em 2006 eram 1,4 mulheres em cada 10 candidaturas. Em 2010, esse número pulou para 2 mulheres em cada 10, ou seja, um incremento de quase 43%!... Mantido esse ritmo, as mulheres terão participação igualitária a dos homens, lá pela eleição de 2022. Com a maior conscientização via intrnet e televisão, isto poderá acontecer até mesmo em 2018. O que muito alavancará essa conquista será a eleição de uma primeira Presidente mulher para o Brasil.



Escrito por silvio às 21h22
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